domingo, 30 de outubro de 2016

Life is better with a dog!

Hey!

Como sugere o titulo, vou falar de como a vida é muitoooo melhor com um cão a chafurdar a água do bebedouro, ou mesmo chafurdar-se na relva depois de um dia de chuva, entre muitas outras coisas.
Basicamente eles adoram chafurdar. Em tudo, em qualquer lugar e ocasião.
Conheci donos cuja história diária era 'hoje comeu-me o router', ou 'acordei e não tinha chinelos', e também já ouvi 'saiu directo da piscina para se sacudir dentro de casa', e tenho de admitir que certo dia a minha história foi a seguinte:
'Bom dia, eu gostaria de saber quais os dados da conta da Digal pois o meu cão comeu-me a conta do gás' foi assim que comecei a conversa com a senhora da Digal, logo em ataque pois nem eu queria acreditar que estava a dizer aquilo, pior, que realmente me tinha acontecido.

O melhor da minha História foi mesmo quando a senhora me respondeu que era algo normal de acontecer, não era a primeira pessoa.

Ainda bem que não, ainda bem que outros cães são como o meu mais novo, cheios de criatividade e a zelar pelo bem estar das contas dos donos. (or not)

E com isto devo dizer que tenho três cães, um Labrador (ou labradoodle como adoro dizer), uma podenga anã e um pequeno muito grande cuja mistura provêem de uma Pastor Alemão e (pensa-se que seja também) um rafeiro Alentejano.

Os seus nomes são Marley, Alice e Shao Kahn. São os melhores cães do mundo, para mim claro. O Marley está comigo vai fazer três anos, mas já conta com cerca de 11 anos de idade, a Alice faz um ano que está comigo e tem cerca de 4 anos (quase a fazer aninhos) e...o Shao Kahn é o primeiro cão que criei desde muito novo, tinha dois dias de vida quando veio para perto de mim com uns modestos 300 gramas, era uma bola de pelo que se transformou num bonito cão, grande, pesado e com manias de uma cão com C grande.

Todos tem a sua história, em grande parte porque não sou apologista da compra de animais e todos eles foram resgatados de uma situação infeliz.
Acho que o Shao é o único que nunca se irá lembrar do que lhe fizeram, por ser tão novo.

Contarei a História de cada um deles, um dia quem sabe, numa tarde de chuva e com muita coragem para escrever sobre o passado deles que de alegre não tem muito... mas hey! atenção que apesar de tudo são uns mimados muito felizes.

E com isto retomo ao assunto do post de hoje, ter um animal, seja ele qual for, requer cuidados, atenção, tempo, dinheiro e muito carinho.
Eu gosto especialmente de cães, já tive outros animais, mas tenho de admitir que sou uma canina autentica. E não sou uma canina qualquer, gosto de cães grandes, claro que tenho uma pequenina na família, porque se não podemos escolher um filho não devíamos ser assim tão esquesitoides na escolha de um cão.
Eles são uma alma única, tem uma capacidade de nos amar que nenhum ser humano possui, são de uma fidelidade, e mais uma vez digo, que NENHUM ser humano possui. É verdade, mesmo aquelas bestas de donos que maltratam os seus patudos, esses mesmos nunca os abandonam.

Tenho a certeza absoluta de que se não tivesse os meus três companheiros a minha vida não tinha metade da piada. Quem mais me poderia comer um puff?
 Quem mais poderia entrar-me pela banheira enquanto tomo banho... ou mesmo, quemmm mais poderia roubar me a comida da mão tão rápido que nem consegues dizer adeus à banana?!
Mais importante, quem mais poderia:
-deitar-se comigo naquelas tardes de não-sei-que-faça
-fazer com que saia de casa nesses mesmíssimos dias
-arrancar-me um sorriso enquanto me deixa uma bola de tennis junto aos meus pés
-dar-me beijinhos só porque sim (ou lambidelas, chamem como quiserem)
-saber que o dono está num dia não e não arredar o pé de perto (ou patas)
-fazer dos passeios uma experiência nova, todos os dias
-acordar com uma sensação húmida na cara (os famosos beijinhos matinais)
-proteger-nos na rua, em casa, em qualquer lado
-receber-me sempre com mesma alegria (ainda que isso signifique que saíste apenas 2 minutos para colocar o lixo na rua)

E...a lista é enorme mas este texto também portanto fico por aqui, e com isto tudo digo:
Se não tem um cão, arranjem.

É verdade que também temos obrigações, também requerem cuidados e nem sempre nos dá jeito fazer o que nos dá na gana, porque cuidamos de seres vivos que dependem de nós, nem sempre é possível aquelas férias naquele sitio todo xpto mas que não aceita cães, nem sempre podemos passar horas a fio fora de casa porque eles precisam de sair de casa, apanhar ar nos focinhos e fazeres as suas necessidades.

Alguns donos conseguem conciliar, eu recorro aos amigos para cuidarem dos meus patudos ou de um hotel canino de grande confiança para que possa sair sem estar preocupada e também para não ser negligente. Sempre que possível recorro a sítios onde possam estar também os meus patudos, pois se eu sofro com a ausência deles, também eles sofrem.

Não são filhos, mas são como filhos para mim. Não me imagino sem eles, sofro com o dia que poderei perde-los, mas como a vida é mesmo assim, aproveito o máximo com eles, dou-lhes a melhor vida que merecem pois eles merecem muito, assim como todos os animais do mundo.

Merecem mais que não seja, respeito.

E nós, humanos merecemos um cão, ou vários ;)

Kisses


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